quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Einstein
Certo estava Einstein quando afirmou que "não existe medida para o tamanho do universo, mas maior ainda é a imbecilidade humana". Estava ouvindo um professor da rede estadual aqui do Rio Grande do Sul afirmando que a greve da classe por melhores salários poderia ser resolvida por "uma melhor distribuição de renda no mundo". Entendem agora o que eu digo?
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Um país surreal
Estava conferindo as notícias do dia e não pude evitar um pensamento. Está ficando surreal viver no Brasil. Não sei dizer com certeza se foram as pessoas, que perderam o real sentido do que está acontecendo, ou se sou eu, que estou exagerando. A situação faz lembrar coisas impensáveis: mistura festa com morte, tragédia com alegria.
Você conversa com alguém que diz: "Por favor, me aguarde, um momentinho. Só vou até ali ser assaltado e já volto". Vivemos numa Terra de Marlboro, uma terra sem lei, ou regida pela lei do calibre mais pesado, do criminoso mais audaz, do bandido mais confiante ou mais impune.
Seqüestros, assaltos, estupros, roubos, assassinatos, tráfico de drogas e outros espécies de eventos criminosos passaram a coexistir pacificamente com as pessoas. Todo mundo orientado para morrer em paz. Qual o motivo de provocar a ira dos marginais? Morramos, pois, em paz, como dóceis cordeiros na fila do matadouro.
Assisti as cenas gravadas de um assalto num posto de gasolina. Dois marginais, um "menorzinho" de 17 anos, e outro "de maior". Impressiona a calma da cena. O casal no carro preto sai do veículo com as mãos na cabeça. Enquanto um dos bandidos os alivia dos seus pertencentes o outro se dirige a um carro branco, dá um tiro na cara do motorista, e retorna para continuar assaltando o frentista.
Não há gritos, não há correria, não há choro, não há desespero. Todos desempenham discretamente e corretamente os papéis que lhes cabem na cena: os bandidos na bandidagem, os assaltados sendo assaltados e o morto morrendo. Tudo na mais correta ordem e paz. Não fosse a tragédia, eu digo que até daria gosto de ver a ordem, a "normalidade" de tudo.
Não sei qual será o destino de cada um dos personagens. Quer dizer, menos o morto, que continuará morto, os assaltantes que continuarão assaltando, e as vítimas que continuarão sendo vítimas. Quer, pensando bem, eu sei...
Você conversa com alguém que diz: "Por favor, me aguarde, um momentinho. Só vou até ali ser assaltado e já volto". Vivemos numa Terra de Marlboro, uma terra sem lei, ou regida pela lei do calibre mais pesado, do criminoso mais audaz, do bandido mais confiante ou mais impune.
Seqüestros, assaltos, estupros, roubos, assassinatos, tráfico de drogas e outros espécies de eventos criminosos passaram a coexistir pacificamente com as pessoas. Todo mundo orientado para morrer em paz. Qual o motivo de provocar a ira dos marginais? Morramos, pois, em paz, como dóceis cordeiros na fila do matadouro.
Assisti as cenas gravadas de um assalto num posto de gasolina. Dois marginais, um "menorzinho" de 17 anos, e outro "de maior". Impressiona a calma da cena. O casal no carro preto sai do veículo com as mãos na cabeça. Enquanto um dos bandidos os alivia dos seus pertencentes o outro se dirige a um carro branco, dá um tiro na cara do motorista, e retorna para continuar assaltando o frentista.
Não há gritos, não há correria, não há choro, não há desespero. Todos desempenham discretamente e corretamente os papéis que lhes cabem na cena: os bandidos na bandidagem, os assaltados sendo assaltados e o morto morrendo. Tudo na mais correta ordem e paz. Não fosse a tragédia, eu digo que até daria gosto de ver a ordem, a "normalidade" de tudo.
Não sei qual será o destino de cada um dos personagens. Quer dizer, menos o morto, que continuará morto, os assaltantes que continuarão assaltando, e as vítimas que continuarão sendo vítimas. Quer, pensando bem, eu sei...
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