sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Filosofias

A filosofia não sobrevive sem uma certa "frescura", sem um certo charme que só quem tem algum recurso financeiro pode se dar ao luxo de ter. Não! Não há nada que impeça um pobre de filosofar, até porque dinheiro e inteligência não são sinônimos, mas, mesmo assim, sempre parece que vai sair porcaria, não vai ficar ao gosto da massa. Aplicando a teoria de Joaozinho Trinta à filosofia, eu diria que pobre gosta é de filosofia de rodinha de pagode, filosofia séria é coisa para os "círculos superiores".

Se você ler a coluna de algum pensador cult, verá que contém citações a viagens pelo velho continente, um luxo proibido para a classe de baixo da pirâmide social, para o "miserê". Estava lendo há pouco a coluna de um conhecido pensador e jornalista, com citações à Espanha, ao cineasta Almondóvar. Alguém que respirou o ar madrilenho e chegou a conclusão de Madri sem Almondóvar não será nunca Madri. Como você poderá chegar a mesma conclusão, digamos, escrevendo aqui do Partenom em Porto Alegre?

É por isso que eu fico com os temas mais simples, sem me arvorar a saltos maiores; essa coisa de viajar em livros ou pela cabeça dos outros pode quebrar um galho, mas nunca é a mesma coisa.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Dicionário

Tipo assim... Fechou o pacote... Nuuuussssa! Cara... Baita foda... Bateu... Maior vacilão... De boa...

Nenhum problema com as gírias, cara, elas refletem as épocas, os espaços e os grupos que ali vivem. Mudam os tempos, mudam os ares, mudam os grupos e mudam as gírias. Esse desejo de desenvolver uma língua própria e original não é, a contrário senso, nada original.

Falar diferente para ser diferente. Falar diferente para gerar uma identificação entre os membros do grupo. Falar diferente para que "os outros" fiquem "por fora". Tudo isso não é nada diferente, não é nada original, mas banal, comum.