domingo, 28 de janeiro de 2007

Descobertas

Eu juro que tentei criar um personagem, um misto de "Eremildo, o idiota" com a falecida "Velhinha de Taubaté". Sempre achei que esses dois personagens tinham características importantes que se complementavam. De outra parte, tinham, também, características que dificultavam a integração.

Um idiota pode ser bem informado? Pode, não é mesmo? Basta que seja um telespectador assíduo, por exemplo, algo que informa mas sem comprometer, sem formar, mantendo a idiotice, se é que me entendem. Já a "Velhinha" aquela, não precisa ser idiota, mas precisa ser crédula, a característica fundamental do personagem.

Pensando bem, aonde se poderia chegar com um idiota incrédulo? A lugar nenhum. Estou criando caso gratuitamente, são personagens são perfeitos para retratar a nossa realidade...

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Aqui jaz uma churrasqueira

Essa semana marca o falecimento da minha churrasqueira. Não estou me referindo aquela churrasqueirinha de lata de quinhentos réis, nem ao meio barril improvisado. Refiro-me aquela estrutura arquitetônica, parte integrante da casa de qualquer gaúcho, composta de fornalha, grelha, boca e chaminé.

Mandei desmanchar a minha churrasqueira, nenhum ato de gaúcho tresloucado, mas um ato comandado pela lei do uso e do desuso, que diz que qualquer órgão que entra em desuso está condenado a extinção. Portanto apenas cumpri o que diz a lei. Um artefato que é usado uma ou duas vezes por ano torna-se um trambolho inútil.

As boas carnes destinam-se ao mercado exportador, coisa para dentes estrangeiros. Essa carne de pescoço que fica para os otários consumirem no mercado interno, custa os olhos da cara. Resultado, o jeito é comer arroz com feijão, virar vegetariano...