sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Aqui jaz uma churrasqueira

Essa semana marca o falecimento da minha churrasqueira. Não estou me referindo aquela churrasqueirinha de lata de quinhentos réis, nem ao meio barril improvisado. Refiro-me aquela estrutura arquitetônica, parte integrante da casa de qualquer gaúcho, composta de fornalha, grelha, boca e chaminé.

Mandei desmanchar a minha churrasqueira, nenhum ato de gaúcho tresloucado, mas um ato comandado pela lei do uso e do desuso, que diz que qualquer órgão que entra em desuso está condenado a extinção. Portanto apenas cumpri o que diz a lei. Um artefato que é usado uma ou duas vezes por ano torna-se um trambolho inútil.

As boas carnes destinam-se ao mercado exportador, coisa para dentes estrangeiros. Essa carne de pescoço que fica para os otários consumirem no mercado interno, custa os olhos da cara. Resultado, o jeito é comer arroz com feijão, virar vegetariano...

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