Comparo o ano com uma velha botina. As novas podem parecer bonitos, luzentes, convidativas, mas não possuem o conforto de uma velha, já ajustado ao nosso caminhar. Bastam alguns passos para constatar o desconforto. Mudar de ano não é uma idéia minha, fosse por mim, e teríamos estacionado nos noventa, ali pelos noventa e três e deles eu não me moveria mais.Não sou novidadeiro, não gosto de modas, sou um conservador, senào em costumes, ao menos nesses hábitos que dizem respeito aos anos e suas constantes mudanças. Quano você começa a se afeiçoar de um: plaft, pluft! Se foi, passou, já era, os anos são muito voláteis para o meu gosto.
Estou tentando me familiarizar com esse desconhecido, com esse 2008, quebrar o gelo, criar uma ligação, uma conexão, um afeto. Até agora nada. Confio no tempo.... só eespero que não demore muito, o prazo é curto, não dura um ano...

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