Assistimos aqui no Rio Grande do Sul um embate entre a utopia e a realidade. Partindo do princípio de que o Estado faliu -e só não o fez formalmente porque se trata de um ente protegido pelo direito público! - o atual governo poderia agir de duas formas: fazer o que os outros vinham fazendo, i.e., rolar o problema para o futuro; ou fazer o que este governo está fazendo, tentar resolver a parada com um choque na gestão das despesas.
A oposição faz o jogo de qualquer oposição: "bravateia". Fala em opção política, em neoliberalismo, como se a atual situação fosse fruto do gosto pessoal de quem administra, ou numa possibilidade de fazer o impossível: administrar sem recursos. Querem recursos para a educação, saúde e segurança, mas não dizem de onde devem ser retirados.
O Cpers - Sindicato de classe dos professores do Estado - joga com o emocional e apela aos pais dos alunos para que comprem a briga pela educação - i.e, pelos salários da classe. O única coisa que não me agrada é a atuação francamente partidária da instituição - durante o governo petista no estado comeram o pão que o diabo amassou e permaneceu muda e caluda.
Não se pode acreditar nos bons propósitos dessas instituições partidarizadas: alguém sabe me dizer aonde andam os caras pintadas da UNE?

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